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Em tempos de Olimpíadas, a China é referência no mundo dos esportes, com o histórico de medalhistas de ouro desde 1988. Atualmente, disputando nos Jogos Olímpicos de Londres do que nas Olimpíadas de Atenas.  Os Jogos se iniciaram no dia 27 de julho e terminaram no último dia 12 de agosto. Os atletas chineses obtiveram um excelente resultado, com 38 medalhas de ouro.

China se superou comparando ao resultado dos Jogos de Atenas, em 2004, quando a China levou para casa 32 medalhas de ouro. E em 2008, além de sediar as Olimpíadas de Beijing, conquistou o 1º lugar do título dos Jogos em casa.  

Como esperado, a China concluiu a sua participação no tênis de mesa da Olimpíada de Londres com uma campanha perfeita. A data histórica para os chineses, 08/08 foi um marco com a abertura das Olimpíadas de Beijing, é ao mesmo tempo simbólica, pois o 8 (oito) é considerado número da sorte na China (significa prosperidade) e nesta Olimpíada a chinesa Wu Jingyu conquistou na data tão especial a primeira medalha de ouro do Tae Kwon Do nos Jogos de Londres. Ela derrotou na final a espanhola Brigitte Yague por 8 a 1, na categoria até 49kg. Jingyu era a grande favorita ao ouro. Bicampeã mundial, ela não decepcionou. Venceu suas quatro lutas com boa vantagem e quase não foi ameaçada pelas rivais. Campeã do mundo em 2009, Brigitte Yague teve que se contentar com a prata.

Já o chinês, Zhe Feng (foto abaixo), conquistou a medalha de ouro nas barras paralelas no dia 7 de agosto. O atleta terminou a apresentação com 15.966 pontos, bem a frente do segundo colocado, o alemão Marcel Nguyen, que fechou com a prova com 15.800.

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A China conquistou ainda mais um ouro ao derrotar a Coréia do Sul por 3 a 0 na final por equipes. A China ganhou 24 de 28 medalhas de ouro desde que o tênis de mesa foi introduzido nas Olimpíadas de Seul, em 1988. Nesta edição, nos Jogos de Londres, os chineses venceram disputas de simples masculina e feminina, em competições em que também faturou as medalhas de prata. Além disso, foi ouro na disputa feminina por equipes.

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Cronologia: A evolução da China nos últimos Jogos Olímpicos de 2000-2008

Nas Olimpíadas de Sydney, em 2000,  a China obteve um bom aproveitamento nos Jogos Olímpicos de 2000 e ficou na 3ª posição do ranking. Com 28 medalhas de ouro, 16 de prata e 15 de bronze, os chineses acumularam 59 medalhas no total.

Esta seria uma prévia do que viria a seguir, em 2008, quando a China foi escolhida pelo COI (Comitê Olímpico Internacional) para ser a sede dos próximos Jogos - na capital - Beijing.

Finalmente, em 2008, os atletas chineses das diversas modalidades mostraram a excelência do desempenho e foram os campeões! A China fechou com 51 medalhas de ouro, 21 de prata e 28 de bronze, num total exato de 100 medalhas. A imprensa norte-americana anunciava a vitória dos EUA no quadro geral de medalhas, alegando que o país obteve 110 pódios no total, mas ignorando o fato de que destes, apenas 36 foram ouro, critério usado universalmente para montar o ranking de países.Esta foi a 4ª vez que um país ganhou mais de 50 medalhas de ouro numa única edição dos Jogos. EUA, Reino Unido e a extinta União Soviética conseguiram o feito anteriormente.

China: A história e trajetória do esporte nas Olimpíadas

A China vem crescendo economicamente há mais de duas décadas, e em 2011, conquistou o posto de grande potência esportiva e deu mais um passo para se firmar no cenário mundial como novo expoente econômico.

Quando o Comitê Olímpico Internacional anunciou o país como sede das Olimpíadas de 2008, nos Jogos Olímpicos de Beijing, marcou o processo que consolidou a política chinesa de investimentos no esporte.

A conquista no século XX tem suas origens nos acontecimentos políticos e sociais nos 100 anos anteriores na China. Mesmo com participações anteriores à revolução comunista de 1949 e algumas após nos Jogos, o país viveu um período de isolamento no esporte, até 1984, nos Jogos Olímpicos de Los Angeles marco do retorno da China nos esportes.

De lá para cá, o número de medalhas não pára de aumentar. O país conquistou 15 medalhas douradas em 1984, mas pulou para 32 só nos Jogos de Atenas-2004, o que garantiu o segundo posto no quadro geral. As apostas eram que nesta edição os chineses deveriam, fatalmente, passar à frente dos norte-americanos no número de medalhas de ouro, o que os colocaria como líderes no quadro de medalhas. Sem surpresas, foi exatamente o que aconteceu.

Não por coincidência, foi a partir das relações com os EUA em meados da década de 1970 que os chineses colocaram foco na abertura do seu mercado e os investimentos no esporte, até como forma de propaganda estatal, começaram a surgir.

Foi com a ascensão de Deng Xiaoping e a morte de Mao Tsé-Tung que a aproximação dos EUA ocorreu, e a China começou a receber investimentos do exterior, virou um país que mais cresceu nas últimas três décadas (cerca de 10% ao ano) e galpão fabril do mundo. A economia refletia no esporte com resultados internacionais.

Bem diferente do solitário atleta chinês que disputou os Jogos de 1932, em Los Angeles, ou os poucos que estiveram em Berlim-1936 e Londres-1948. Nos Jogos seguintes, fatos marcaram os chineses nas Olimpíadas. Em 1952, em Helsinque, a delegação foi impedida de entrar no país. Oito anos depois, em Roma, a delegação de Taiwan, dissidente capitalista do país, abrigou os atletas chineses, que entraram com uma faixa em inglês: "Under Protest" ("Sob protesto").

Mais tarde, Taiwan seria uma fonte de inspiração para outro setor dos chineses: o mercado pirata. A China Continental, com seu "socialismo de mercado" (economia aberta e política fechada), abriu as portas para exportação com cópias de produtos conhecidos do mundo ocidental.

A imitação veio também nos esportes. Além do já conhecido bom desempenho no tênis de mesa, esporte que os chineses detêm o domínio mundial, foi a partir da década de 1990 e do começo do século 21, que os orientais chegaram com força nas modalidades que antes tinham pouca relevância.

Em Pequim, estes dois nomes tiveram conclusões tristes para os chineses. Yao Ming, comandante da equipe de basquete, foi anulado no jogo contra a Lituânia nas quartas-de-final e a China acabou eliminada da competição. Já Liu Xiang nem chegou a participar dos Jogos. Uma lesão no calcanhar direito o fez desistir nas eliminatórias dos 110 m com barreiras, quando saiu mancando do estádio, uma das cenas mais melancólicas desta Olimpíada.

A potência esportiva chinesa se baseia em esportes com tradição por lá, como o próprio tênis de mesa, ginástica artística, badmintone os saltos ornamentais. Mas o país-sede tinha algumas cartas na manga.

Quadro de medalhas - O histórico do desempenho da China ao longo das Olimpíadas

EdiçãoMedalha de ouroMedalha de prataMedalha de bronzeTotal de medalhasPosição
1952 Helsinque 0 0 0 0
1984 Los Angeles 15 8 9 32 4º
1988 Seul 5 11 12 28 11º
1992 Barcelona 16 22 16 54 4º
1996 Atlanta 16 22 12 50 4º
2000 Sydney 28 16 15 59 3º
2004 Atenas 32 17 14 63 2º
2008 Pequim (país-sede) 51 21 28 100 1º
2012 Londres  38 27 23 88

2º

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