História

 

Introdução

 

A China é considerada uma das mais antigas civilizações do mundo, com cerca de 4000 anos de existência. Sua história pode ser dividida em 4 principais eras: a China Antiga, as Eras Imperiais, a China Nacionalista e a China Comunista.

 

China Antiga

Neste período, três dinastias iniciaram o processo de ocupação territorial e formação étnica do povo chinês.

A primeira delas é conhecia como Xia (2200 A.C. - 1750 A.C.). Os Xia ocuparam o Vale do Rio Amarelo (considerado o berço da civilização chinesa) e foram precursores do sistema de escrita criado na dinastia Shang, além de introduzirem a agricultura, medicina, comércio e o casamento.

A segunda foi Dinastia Shang (1750 A.C. – 1040 A.C.). Esta dinastia, desenvolveu o uso de peças de bronze e formou uma vasta civilização caracterizada pela divisão da sociedade entre os nobres, habitantes das cidades-palácios, e os camponeses. Sua organização política era monárquica, embora o poder deste, na prática, se limitasse ao campo religioso. Além disso, esta dinastia ficou conhecida, principalmente, pelo desenvolvimento do sistema de escrita gravado em peles de animais.

A dinastia Shang foi enfraquecida pela pressão dos povos vizinhos, sendo substituída pela dinastia Zhou (1100 A.C. – 771 A.C.). Tida como a principal fundadora da civilização chinesa, essa dinastia controlou a região do chamado Reino Médio. Os Zhou foram responsáveis pelas primeiras criações de peças com ferro, que ajudou conter as ameaças às fronteiras, e pela elaboração de distintos sistemas de pensamento filosófico: o confucionismo e o taoismo.

No fim desse período, inicia-se um intenso momento de batalhas, conhecido como Estados Guerreiros (403 A.C. - 221 A.C.), encerrando as origens da civilização chinesa.

 

A China Imperial (221 A.C. até 1644 D.C)

Após a fase inaugural da civilização chinesa, inicia-se o Período Imperial, que é subdividido em: Primeira Era Imperial (221 A.C. - 589 D.C.), Segunda Era Imperial (589 D.C. - 1279 D.C.) e Terceira Era Imperial (1279 D.C. - 1644 D.C.).

Primeira Era Imperial:

 

Dinastia Qin (221 A.C. - 206 A.C.).

A Primeira Era Imperial inicia-se com a ascensão da dinastia Qin. Essa dinastia foi de vital importância para a China, pois lançou as bases do império, formou grande parte do atual território chinês e foi responsável pelo processo de centralização político-administrativa que garantiu a unidade dos territórios. Com a morte do imperador, em 210 A.C., o governo dos Qin entrou em colapso com a deflagração de uma série de conflitos internos, da qual saiu vencedora a dinastia Han.

 

Primeira Dinastia Han (206 A.C. e 220 D.C.)

A dinastia Han manteve grande parte da estrutura político-administrativa implementada pelos Qin. Os Han também adotaram uma política expansionista que resultou na conquista de vários territórios e coincidiu com um período de expansão comercial e agrícola. No campo ideológico, essa dinastia fez do confucionismo a doutrina oficial do estado e a Literatura e as Artes tiveram intenso desenvolvimento. Importantes avanços tecnológicos também fizeram parte desse período, com a invenção do papel e da porcelana.

 

Os Três Reinados (220 - 265) e as 6 Dinastias do Norte e do Sul (317 - 589)

Nesse período, com a queda da dinastia Han, a China sofreu divisões internas e o ataque de diversos povos nômades (tibetanos, turcos e mongóis) que trouxeram notáveis mudanças. A primeira dela é que a etnia Han foi forçada a se deslocar para a região sul do território chinês, enquanto os povos “bárbaros” promoveram um intercâmbio cultural ao se fixarem na parte norte. No âmbito religioso, difundiram-se o budismo e o taoísmo.

  

Segunda Era Imperial:

 

Dinastia Sui (589 – 618)

Na Segunda Era Imperial, a China passou por um processo de reunificação territorial e reorganização política, econômica e social empreendido pela dinastia Sui. Os Sui conduziram um intenso processo de centralização política e a criação de um rigoroso sistema de contribuição social que incluía o pagamento de impostos e a participação em trabalho compulsório. Seu fim é explicado por uma série de turbulências internas e questões militares que enfraqueceram seu domínio, principalmente as investidas realizadas contra a Coréia, no início do século VII.

 

Dinastia Tang (618 - 907)

A dinastia Tang continuou a reunificação do território, reorganizou a administração e alargou as fronteiras da China. Durante essa época, houve um grande desenvolvimento cultural do povo chinês, com a popularização da escrita.

Durante o século VIII, uma série de tensões políticas marcou o processo de crise e desintegração da Dinastia Tang, ocorrendo sua queda, em 907. Depois da queda, até a primeira metade do século X, a China passou por um novo processo de desintegração política que a dividiu em cinco dinastias ao norte e dez reinados ao sul.

 

Dinastia Song (960 – 1279)

Depois dessa fase marcada pela descentralização política, a Dinastia Song conseguiu reimplantar a unificação dos territórios. Ao estabelecer sua dinastia, os Song elevaram o crescimento econômico e estimularam o desenvolvimento da cultural, com a difusão de textos impressos e a renovação das doutrinas confucionistas e ascensão do Neoconfucionismo. A força desse conjunto de ideias foi responsável por um período de grande estabilidade nos campos político, social e ideológico na China.

 

Invasão mongol e o Yuan (1279 - 1368)

A invasão mongol na China e a dominação do território chinês, em meados do século XIII, consolidou uma nova fase da história política da China. Kublai Khan derrotou os Song e unificou todo o território chinês, estabelecendo a Dinastia Yuan. Contudo, preservou a estrutura hierárquica existente. Durante essa época, o império realizou a ampliação do Grande Canal e o controle da zona ocidental, o que possibilitou a extensão do contato comercial dos chineses a outras regiões da Ásia e da Europa, permitindo os primeiros contatos entre os chineses e o mundo ocidental.Esse intercâmbio cultural abriu espaço para o desenvolvimento tecnológico e surgimento de novas orientações religiosas.

 

Dinastia Ming (1368 – 1644)

Em 1368, a dinastia mongol foi deposta do poder pela resistência interna, e, a dinastia Ming assume o poder. Essa dinastia incentivou o isolamento sociopolítico e cultural a fim de preservar a unidade do povo chinês. Ao mesmo tempo, a grande estabilidade criada durante os Ming justificou, entre os chineses, a crença de que sua civilização alcançara um grau de autonomia onde o contato e valores estrangeiros eram secundários.

Em contrapartida a fase isolacionista, a atividade marítima foi amplamente desenvolvida. As embarcações chinesas chegavam à Arábia, e há alguns relatos do início do século XV que sugerem que um navegante chamado Zheng He teria feito a circunavegação do globo terrestre, antecipando em quase cem anos a teoria proposta por Cristóvão Colombo. Além disso, o território chinês se expandiu para a Manchúria, Indochina e Mongólia.

Entretanto, este reinado começa a cair em decorrência da chegada dos europeus, em 1516, e tem seu fim definitivo no ano de 1644, após a invasão manchu, dando início à última dinastia imperial da China.

 

Dinastia Qing (1644-1911)

A Dinastia Qing alcançou o poder em um período delicado na China, devido às contradições geradas pela visão de mundo isolacionista dos Ming, os problemas de ordem interna e a aproximação dos países capitalistas ocidentais. Durante essa dinastia, a população chinesa cresceu bastante e realizou importantes expansões territoriais. Em virtude dessas expansões e com a chegada dos europeus, durante o século XVI, começou o contato dos chineses com o Ocidente. Esse contato com povos estrangeiros somente era aceitável por motivos comerciais. Em âmbito cultural, os valores das demais nações eram vistos como inferiores à cultura chinesa.

Com o fim do século XVIII, porém, a China entrou em um período de crise econômica, política e social. A grande população chinesa deparou-se com a falta de empregos e a carência de terras disponíveis. A eclosão desses problemas sociais também incentivou a formação de sociedades, que combatiam a dinastia Qing.

Além dos problemas internos, China era ameaçada pela Europa, que pretendia aumentar sua penetração comercial no país. A instabilidade política interna, fruto da crise econômica, serviu de brecha aos europeus para forçarem a abertura dos portos chineses ao comércio. Em 1839, os ingleses aproveitaram a destruição de um carregamento de ópio (mercadoria que introduziam na China a partir da Índia) para declarar guerra à dinastia manchu. A chamada guerra do ópio terminou com a derrota chinesa, onde os ingleses forçaram o Tratado de Nanquim (1842), pelo qual os chineses se comprometiam a abrir ao comércio britânico cinco portos, entre os quais os dois mais importantes do país, Xangai e Cantão, e além disso, cessão de Hong Kong e Macau.

Nos anos seguintes, prosseguiu a instabilidade interna. Em meados da década de 1850, sucederam-se os levantes muçulmanos das regiões de Xinjiang e Yunnan; e, em 1853, o movimento Taiping, de cunho religioso e milenarista, conquistou Nanjing e tentou expandir seu poder pelo norte da China. Uma intervenção militar franco-britânica obrigou o governo chinês a fazer novas concessões. Pelo Tratado de Pequim, firmado em 1860, abriram-se 11 outros portos no país e ofereceram-se mais vantagens aos estrangeiros. A China, agora aberta ao comércio, tornou-se presa dos interesses europeus. O império cedeu aos franceses o território vassalo do Vietnam e aos japoneses a ilha de Formosa e a península da Coréia.

As duasGuerras do Ópioe seu tráfico foram custosos para aDinastia Qinge para o povo chinês. O tesouro imperial foi extremamente reduzido, por conta do pagamento de indenizações devidas às guerras e à grande evasão depratacausada pelo tráfico deópio. Além disso, a China sofreu duas fomes extremas em 1860 e 1880, e os Qing não conseguiram de acudir a população. Tais eventos tiveram um profundo impacto ao desafiar a hegemonia de que os chineses gozavam naÁsiahá séculos e mergulharam o país no caos.

Em virtude das ações imperialistas das potências capitalistas da época, a integridade política e econômica da China foi abalada e fez com que, a partir da segunda metade do XIX, o governo chinês buscasse formas de remodelar suas instituições por meio do domínio de saberes oriundos do mundo ocidental.

 

Revolução de 1911 e a República

No início do século XX, devido às transformações e mudanças ocorridas com a introdução dos interesses estrangeiros em seus territórios, começou a ganhar força na um expressivo movimento de modernização política entre representantes políticos nacionalistas, anti-imperiais, militares e estudantes, que defendiam a derrubada da Dinastia Qing e a proclamação daRepública. Eles eram inspirados pelas ideias de Sun Yat-sen, fundador do partido nacionalista conhecido como Kuomintang.

Em outubro de 1911, um grupo de militares da cidade de Wuchang, iniciou um conflito contra a dinastia Qing, que rapidamente se espalhou pelo país dando origem a Revolução de 1911. Ela levou à proclamação da República da Chinaem 1912 e a formação de um governo provisório. Sun Yat-sen foi declarado presidente, mas foi forçado a passar o poder a Yuan Shikai, como parte do acordo de deixar o último imperador abdicar. Nos anos seguintes, Shikai aboliu as assembleias nacionais e provinciais e declarou-se imperador. Contudo, suas ambições imperiais encontraram forte oposição por parte de seus subordinados, de modo que terminou por abdicar em 1916, morrendo logo depois. Sua morte deixou um vácuo de poder na China e inaugurou um período de guerras civis, durante a qual grande parte do país foi governado por coalizões concorrentes de líderes militares provinciais, os “Senhores da Guerra”.

Nos anos 1920, com a propagação de movimentos comunistas pelo mundo e sucesso da revolução na Rússia foi criado o Partido Comunista Chinês (PCC). Com forte apelo popular, o novo partido foi visto como uma ameaça à ordem governamental e, por isso, seus membros foram perseguidos pelas autoridades.

Na mesma época, Sun Yat-sen estabeleceu uma base revolucionária no sul da China e se propôs à unificação do país com auxíliosoviético e aliado aoPCC. Após a sua morte em1925, seu sucessor,Chiang Kai-shek, assumiu o controle doKuomintange unificou a maior parte do sul e do centro da China. Em seguida, rompeu com o PCC e iniciou a perseguição aos comunistas, provocando uma guerra civil (1927-1936). Em 1934, os comunistas iniciaram sua famosa “Longa Marcha” pelos terrenos no noroeste da China, onde estabeleceram uma base guerrilheira. Durante a Longa Marcha, os comunistas reorganizaram sob um novo líder, Mao Tsé-tung.

Enquanto isso, em 1931, os japoneses aproveitaram a guerra civil para forçar a entrega de vários territórios chineses. Essa política de concessões gerou protestos em toda China, o que obrigou o governo nacionalista a enfrentar os invasores. Durante essa invasão japonesa, os nacionalistas e os comunistas formaram uma frente unida para opor-se à japonesa. Contudo, o conflito entre o KMT e o PCC continuou, aberta ou clandestinamente, ao longo dos catorze anos da invasão japonesa.

Após a derrota do Japão em 1945, a guerra entre o KMT e o PCC foi retomada, depois de tentativas frustradas de reconciliação. Assim, em 1947, beneficiando-se da excessiva dispersão das tropas nacionalistas, o exército comunista conquistou todo o norte da China. Ao mesmo tempo, a negativa do governo nacionalista de promover reformas e acabar com a corrupção atraiu para Mao o apoio de grande parte da burguesia e dos intelectuais da zona controlada por Chiang Kai-shek.

 

A Revolução Chinesa de 1949 e a República popular

A guerra civil terminou em 1949 com o PCC de Mao Tsé-Tung vitorioso e em 1 de Outubro de 1949, foi proclamada a República Popular da China (RPC). Derrotados Chiang Kai Shek e seu Kuomintang, fugiram para a ilha de Taiwan. Lá constituiram um governo nacionalista que até hoje governa de forma autônoma a ilha.

Durante os três primeiros anos do novo regime, a China passou por diversas transformações econômicas: decretou-se uma reforma agrária, nacionalizou as instituições financeiras e comerciais e manteve o setor privado na indústria. Além disso, a primeira constituição do regime foi aprovada em 1954 e definia a China como um estado socialista, estruturado segundo os princípios do centralismo democrático e alinhado a União Soviética e aos países europeus do bloco soviético. Em 1950, os chineses intervieram na guerra da Coréia, primeiro conflito militar a opor capitalistas e socialistas, apoiando o governo comunista da Coréia do Norte contra a do Sul, respaldado pelas Nações Unidas.

A RPC foi moldada por uma série de campanhas e planos qüinqüenais, com diferentes níveis de êxito. O primeiro plano qüinqüenal, inspirado no modelo soviético, com o objetivo de acelerar o processo de industrialização e incrementar a produção foi um sucesso. Seus resultados favoráveis estimularam o governo comunista chinês a criar um grande projeto de transformação político-econômico que ficou conhecido como “Grande Salto para Frente”. Entretanto, seu resultado foi um fracasso e resultou em fome e degradação econômica e social.

Paralelamente, surgiram graves problemas internos e externos. Em 1960, a China rompeu relações com a União Soviética, devido à luta pela hegemonia na direção do movimento comunista internacional e as disputas territoriais ao longo da fronteira. Internamente, o partido comunista estava dividido em duas facções: a primeira, que defendia a pureza ideológica do comunismo chinês, e a segunda, favorável a uma postura tecnocrática.
Em 1966, Mao e seus aliados lançaram a Revolução Cultural, um programa de controle cultural, político e ideológico que duraria até a morte de Mao. Essa revolução foi fundamental para depurar o partido, afastando do poder os elementos moderados e estimulando o espírito revolucionário do povo. A revolução cultural paralisou o progresso material e tecnológico do país.
Na década de 1970, a política internacional da China se orientou no sentido da distensão e da moderação. Essa nova postura criou condições para o ingresso do país nas Nações Unidas (outubro de 1971) e para a normalização das relações diplomáticas com muitos países capitalistas, como os Estados Unidos com a histórica visita do presidente Nixon à China em 1972 e o estabelecimento de relações diplomáticas com Brasil em 1974. Em 9 de setembro de 1976 morreu Mao Tsé-Tung e assim, a China entrava em uma era mais pragmática.

 

Pós-maoismo

 

Com a morte de Mao, em 1976, o “Bando dos Quatro”(núcleo radical do Partido Comunista Chinês ligado a Mao Tsé-tung formado por sua esposa, Chiang Ching, e por Zhang Chunqiao, Yao Wenyuan e Wanga Hongwen) foram presos e acusados de excessos da Revolução Cultural, marcando o fim de uma era turbulenta política na China.
Deng Xiaoping emergiu como o líder de fato da China, apesar do sucessor de Mao ser o presidente Hua Guofeng. Deng foi o líder supremo da China, de 1978 a 1992. Embora nunca tenha se tornado o chefe do partido ou do Estado, durante seu “governo”, foi iniciada a abertura da China para o mundo e a introdução de reformas na economia e sociedade, visando modernizar a China e trazer prosperidade.
No campo político, consolidava-se a tendência à distensão com os países ocidentais e ao confronto com a União Soviética. Nesta época, a China passou por uma grandeabertura diplomática e de liberdades pessoais. Em 1982, houve a promulgação de uma nova constituição.
Um dos principais fatores que permitiram a arrancada da produção industrial e comércio da China foi a criação das chamadas Zonas Econômicas Especiais (ZEEs) por Deng. As ZEEs apresentam políticas econômicas especiais (mais orientadas para o livre mercado) e medidas governamentais mais flexíveis, que visavam atrair investimentos estrangeiros e absorver as inovações tecnológicas desenvolvidas nos países mais avançados. Isso permitiu às ZEEs terem um sistema de gestão econômica propício para fazer negócios, que não existia no resto da China continental. A primeira cidade chinesa a abrigar uma ZEE foi Shenzhen.
Além disso, seu governo acelerou o processo de liberalização e modernização com as reformas econômicas, onde se destacam as quatro modernizações, nos setores da agricultura, indústria e comércio, ciência/tecnologia e na área militar. Contudo, o princípio socialista da propriedade estatal dos meios de produção não foi alterado. Estes eventos marcaram a transição da China de uma economia planejada para uma economia mista com um ambiente de mercado cada vez mais aberto, um sistema denominado por alguns como "socialismo de mercado" ou “capitalismo com características chinesas”.
Entretanto, o processo de modernização chinesa enfrentou dificuldades iniciais, já que o país passou a enfrentar os problemas de transição para uma um mercado mais aberto, como inflação, desemprego, tensão política, corrupção, êxodo rural e desigualdades sociais crescentes levando a protestos e insatisfação geral da população no final da década de 80.

 

Anos 90 – Modernização e Crescimento Acelerado

No início da década de 90 ascende à Presidência Jiang Zemin e o primeiro ministro Zhu Rongji, que governaram um período marcado por reformas econômicas significativas, incluindo privatizações, investimentos e parcerias estrangeiras e abertura do mercado. Nesse período o desempenho econômico da China tirou uma estimativa de 150 milhões de camponeses da pobreza e manteve uma impressionante média anual de crescimento do PIB de 11,2%.

Com a morte de Deng Xiaoping em 1997, Jiang Zemin se tornou a maior figura política do país, mantendo a transição para o “capitalismo com características chinesas”. Em julho do mesmo ano, em meio a crise financeira asiática que abalou as bolsas e economias da região como um todo, celebrou-se a re-incorporação, após mais de um século de domínio inglês, de Hong Kong a República Popular da China, e dois anos depois o retorno de Macau pelos portugueses. O fim da colonização ocidental de territórios chineses também é simbólico da nova ordem global e o papel da China no mundo.

Século XXI – Ascenção como potência no cenário mundial

O novo milênio consolidou a maior abertura da economia da China, sua modernização e crescente exportação e investimento no exterior. A entrada como membro pleno da OMC em 2001 é um marco importante nesse progresso.

Em 2003 assumiu a nova liderança sob o Presidente Hu Jintao e o Primeiro Ministro Wen Jiabao, que mantiveram o crescimento econômico e desenvolvimento do conhecimento e inovação bem como uma presença maior da China no cenário global.

Os grandes exemplos dessa nova China são os sucessos tanto do programa espacial Chinês como a realização de grandes eventos mundiais. Em 2003 a China começou a explorar o espaço com viagens tripuladas culminando em um passeio espacial em 2008 tornando-se o terceiro país a levar um astronauta ao espaço.

O sucesso de grandes eventos como as Olimpíadas Beijing em 2008 e Expo Shanghai 2010 reforçaram ainda mais a imagem da China como um líder no cenário mundial indo de encontro com uma presença maior da China no cenário global. A demanda por recursos naturais e commodities para seu acelerado crescimento resultou em parcerias e intercâmbio cada vez maiores no comércio e investimentos. Com isso a China se tornou o maior parceiro comercial e investidor de diversos países, principalmente na África, Ásia e América Latina, expandindo conjuntamente sua influência econômica, geopolítica e cultural.

No fim de 2012, o Congresso do PCC elevou Xi Jinping ao posto de secretário-geral do PCC e líder da Comissão Militar, assumindo a Presidência em Maio de 2013, com o Primeiro Ministro Li Keqiang. Como 59 e 57 anos, respectivamente, Xi e Li são também as figuras mais jovens da nova liderança central, assinalando o início da ascensão ao topo do poder de uma nova geração de líderes.

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