Sindifranca forma grupo de exportação para a China

Projeto foi apresentado a calçadistas na sede da entidade na manha desta quinta

Representantes de 40 indústrias exportadoras de Franca se reuniram na tarde de ontem (30/7) na sede do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca) para a apresentação do Projeto de Exportação Franca/China. O encontro contou com a presença da vice-presidente da CCIBC (Câmara de Comércio e Indústria Brasil China), Uta Schwietzer.

Durante a reunião, que durou cerca de três horas, os empresários puderam conhecer como funciona a Câmara e os detalhes do projeto que inclui uma ampla pesquisa de mercado e o estabelecimento de sala em escritório da CCIBC em Shanghai, com a contratação de funcionário que servirá como link do grupo de empresas com o mercado chinês.

De acordo com a gerente de Negócios do Sindifranca, Ana Teresa Arruda Rocha, as empresas contarão com o suporte de um business center completo, sala de reuniões e infraestrutura. “O investimento em grupo permite o acesso das empresas a um projeto desse porte e ao maior mercado consumidor do mundo”, disse a gerente.

Ainda segundo Ana Teresa, as empresas interessadas têm até a próxima sexta-feira (7/8) para assinar o termo de intenção de participação, juntamente com a fixa de exportação. “Os custos do projeto foram pré-estabelecidos, mas só teremos o valor definitivo do investimento depois que o número de empresas participantes for acertado”, disse.

Os calçadistas também aproveitaram para tirar dúvidas sobre o relacionamento comercial entre os dois países. Barreiras tarifárias, problemas de comunicações por causa do idioma e a rotina de trabalho dos chineses foram algumas das questões colocadas pelos industriais. “A abertura do mercado chinês é recente e o Brasil já se tornou um grande parceiro comercial. Espero que a gente possa agregar os interesses da região, cruzar o oceano e mostrar que Franca tem um calçado de qualidade”, disse Uta Schwietzer.

Como começou

O presidente do Sindifranca, José Carlos Brigagão do Couto, conta que as relações entre o Sindifranca e a CCIBC começaram no segundo semestre de 2014. À época, já havia a preocupação do sindicato com as dificuldades que o setor encontraria em 2015 com as vendas para o mercado interno e com a reduzida exportação de calçados.

“Fomos buscar alternativas para o aumento de vendas e, desta vez, miramos o mercado chinês, composto por 200 milhões de consumidores com alto poder aquisitivo e esperando para ser conquistado por produtos diferenciados e de alta qualidade como o calçado de Franca”, disse Brigagão.